terça-feira, 18 de abril de 2017

MOSTRA ARTEFACTO 2017 | CHRISTINA HAMOUI

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Numa época em que a maioria dos jovens tinha dúvidas sobre que profissão seguir, a paulistana Christina Hamoui já esboçava os primeiros rascunhos – aos 15 anos fez o colegial (atual Ensino Médio) na Panamericana Escola de Arte e Design e, pouco depois, cursou Decoração na Belas Artes. Sem demora, a bela – e fera no que faz – montou a primeira empresa e foi batalhar o mercado. Sobre o curtíssimo retrospecto, reflete: “Esse ano minha carreira completa duas décadas!”. Somam-se ao portfólio reunido nesse período projetos comerciais, do lounge MasterCard Black ao escritório da grife TNG, além da loja da estilista Andrea Bogosian, para quem, aliás, assina um dos recintos da Mostra Decor + Fashion 2017. 


Com participação em Miami, nos Estados Unidos, e pelas cidades brasileiras de Minas Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e São Paulo, o escritório também acumula uma lista respeitável de trabalhos no setor residencial, em que se destacam a cobertura feita para o jogador de futebol Pepe, do clube espanhol Real Madrid, e o apartamento da blogueira Lala Rudge, ambos concluídos em 2016. Veterana nas expos da Artefacto – esse é o seu 11º ano –, Christina lembra que o evento é sempre muito aguardado no segmento. Dessa vez, escolheu desenhar a “Casa da Andrea” com riscados de um loft contemporâneo, assinalado pela trinca cinza, preto e branco, cores características do trabalho da decoradora, que tem como contraponto a sofisticação do dourado e dos espelhos inseridos no ambiente. 




Entre os destaques, o criado Emmy, a poltrona Vionnet e as mesas laterais Acrylique. O resto você vê ao vivo e em cores.

MON CONVIDA | IRMÃOS CAMPANAS

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

MOSTRA ARTEFACTO 2017 | DEBORA AGUIAR

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Embora o escritório de Debora Aguiar seja um dos mais concorridos da atualidade, é fácil desvendar a assinatura por trás de cada um de seus projetos. Com alicerces sólidos há 23 anos, prefere o desenho linear como ponto de partida para tramar residências, escritórios, hotéis e restôs que a colocaram no pódio da arquitetura nacional. Os interiores quase sempre são coordenados com móveis modernos, matérias-primas de elementos rústicos e nobres, e cores neutras, numa métrica que combina todos os tons do cinza, do bege e da natureza verde devidamente equacionados com nuances do preto e do branco. Dá vontade de se jogar na hora. 



O que poderia soar frio em outras pranchetas, nas mãos dela ganha apelo cozy e acolhedor – e isso acontece porque a arquiteta leva em conta cada variável: convivência, privacidade, circulação, áreas de lazer e de descanso, e soluções ecologicamente corretas (demanda que ela aprendeu a usar muito antes de a palavra sustentabilidade entrar para os trending topics). 




 Por sinal, o oxigênio é obrigatório em suas criações. “Não consigo conceber uma ideia sem a natureza presente. Gosto de explorar a luz solar e misturar madeiras de reaproveitamento e certificadas às inúmeras possibilidades de fibras”, diz. Múltipla, ela faz questão de elevar a sofisticação e o dinamismo para além da obviedade. A narrativa foi construída por meio de ambientes setorizados em um principal contendo living, lareira e biblioteca, com disposição assimétrica do mobiliário. As composições de módulos de sofás e as mesas de centro dão movimento ao lugar, que é separado da sala de jantar por brises verticais pivotantes revestidos de couro.


A mesa Halston é um dos mais acachapantes lançamentos da mostra. Aparadores de aço, tampos de madeira, painéis de mármore Gris Armani, espelhos bronze e couros gravados estão por toda parte. A interligação com a suíte é feita por um caminho ladeado por estante e pérgola, por onde descem plantas. No quarto, a cama é a vedete, disposta no centro de um imenso painel de madeira de nogueira, com cabeceira Piet e pés de aço gold. O conjunto exala atmosfera intimista, perfeita para que a anfitriã se sinta num pedacinho da sua terra natal: a Itália.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

MOSTRA ARTEFACTO 2017 | ZIZE ZINK

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À primeira vista, a curitibana descendente de alemães e escoceses, que já morou em Munique, Porto Alegre e hoje está estabelecida em Sampa, é uma mulher marcante.
A fala cadenciada e os gestos firmes ajudam a explicar o sucesso que Zize Zink conquistou: são mais de 300 projetos executados no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos em 15 anos de carreira (imagine o que virá pelos próximos 15). Com circulação livre tanto nos segmentos residencial como no comercial, ela estreia na Mostra Decor + Fashion 2017 em altísssimo nível. “Foi um convite irrecusável interpretar as ligações da moda, do design de interiores e da arquitetura, que acredito serem indissociáveis”, entrega.


Os temas, embora correlatos, exigem cuidado redobrado para não se anularem – lição que ela tirou de letra ao idealizar o loft de Alexandre Herchcovitch, nosso fashion star tipo exportação. “Para organizar a base de 130 metros quadrados, busquei inspiração nos modelos londrinos, que contam com acabamentos, cores e texturas mais limpas e elegantes.



A planta tem hall, living, dormitório e cozinha superalinhados e convidativos. Os móveis despontam com pegada vintage, revestimentos finos e tonalidades sóbrias, a exemplo do cinza, do fendi e do marinho.” Neste compêndio, desfilam o chiquetoso biombo Dumas, a mesa de centro Petal, a cabeceira Mitchell e a poltrona Brasília. Poesia no melhor estilo de quem vê a vida com olhos atentos.



Para mais Zize Zink, acesse aqui

RAY E CHARLES EAMES

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Olá pessoal, na semana passada compartilhei com vocês o estilo industrial, hoje vou falar do casal que revolucionou o desenho do mobiliário contemporâneo, Ray e Charles Eames. 


Ele, arquiteto e designer industrial; ela, designer, artista e cineasta. Se conheceram na Cranbrook Academia de Artes e foi paixão à primeira vista. Juntos formaram uma dupla nas artes e na vida. A sinergia dos dois foi tão intensa que resultou em uma união criativa e expressiva e logo suas peças viraram símbolo do American Dream e a vontade por ser moderno. 


Uma das principais características dos projetos do casal Eames foi a busca por baixos custos e pela democratização das peças que produziam. Merecem destaque a Plywood Series (1946) – série de cadeiras de madeira que se destacaram pelo conforto devido ao uso do material contraplacado – e a Plastic Series (1948) – série de cadeiras apresentada na Low-Cost Furniture Design Competion e que possibilitou a fabricação em série dos primeiros móveis de design de plástico.



A Plywood rendeu o reconhecimento de melhor design do século 20 pela revista Time, enquanto que outro projeto, a poltrona Eames Lounge Chair (1956), integra a coleção permanente do MoMA – Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.



Quando observamos os registros de Charles e Ray, uma das mensagens que fica claro é o quanto eles se divertiam trabalhando. A dupla foi pioneira na filosofia hoje praticada pelo Google, Facebook e outras empresas, onde um ambiente de trabalho descontraído e regras flexíveis é possível chegar a soluções e produtos criativos e inovadores. Além de recomendar que as pessoas levassem seus prazeres a sério, Charles Eames também costumava dizer que se sentia culpado pelo fato das pessoas não se divertirem tanto fazendo o trabalho delas quanto ele se divertia fazendo o seu.


Para quem é aficionado por design assim como eu, separei dois vídeos que conta mais sobre a trajetórias destes dois mestres do design. Acesse : 


quarta-feira, 1 de março de 2017

MODERNO REVISITADO POR PEDRO LÁZARO

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O ambiente “Espaço das Interlocuções” assinado pelo arquiteto Pedro Lazaro foi inspirado na Arquitetura Religiosa do Brasil que deu rumo na atmosfera do espaço, tanto na concepção arquitetônica quanto na apropriação para utilização e contemplação. O profissional explorou a riqueza histórica contida nestes processos e a transcendência para um universo particular contemporâneo.




As paredes em concreto bruto se relacionam com o balcão maciço revestido em uma textura de ouro metalizado. As paredes brancas valorizam o piso em granito Ouro Negro junto ao tapete gráfico assinado por Lasar Segall. As cortinas de veludo em quatro cores se contrapõem com a luz natural que entra no espaço, estimulando o jogo de luz e sombras.


O projeto contou com o apoio de algumas lojas como Casual Móveis, Etel Interiores, Brilia, Galeria della Pietra, Entreposto.

ÍCONES DO DESIGN | LUMINÁRIA PIPISTRELLO

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Objeto cult do design mundial, a luminária Pipistrello foi criada em 1965 pela designer italiana Gae Aulenti. O nome da luminária significa morcego em italiano, pois remete ao formato das asas do animal.


 A peça é feita em metal laquedo e a cúpula em metacrilato branco, existem versões em opalina. Possui um sistema telescópico que ajusta a sua altura entre 66 a 86 cm. Pipistrello se encontra exposta em vários museus do mundo e ainda se encontra à venda, provando que o bom design não morre jamais.