segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

PONTO DE VISTA: MANABU MABE

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Pra que serve a arte? 


Um dos pensadores a se debater com essas questões foi o filósofo e dramaturgo alemão Friedrich Schiller (1759-1805). Nas suas “Cartas sobre a Educação Estética do Homem“, Schiller reflete sobre o sentido da arte. Começa por distinguir dois lados da natureza humana:
  1. o primeiro,que ele chama de estado sensível, se refere a uma dimensão espontânea, emocional, comum a crianças;
  2. a segunda, designada como estado de razão e freqüente em filósofos, implica uma perspectiva racional, ordenada e lógica em relação ao mundo.
Schiller argumenta que a composição psicológica dos seus contemporâneos é fragmentada, sendo-lhes difícil integrar os dois lados de sua natureza. É precisamente aqui que a arte entra em cena: Schiller pensa ser ela a melhor maneira de fundir o lado natural, sensível do homem com a sua dimensão racional.


"O que é a arte? Qual a finalidade da minha pintura? Um certo dia pensei sobre tudo isto e, desde então, já se passaram mais de vinte anos.''                                                                
Manabu Mabe


  
S/T- 1960
Composição Humana nº 4 - 1971



Além do Mar -1973
 Manabu faz parte da corrente do abstracionismo informal, estética não figurativa e não geométrica. Sua maior forma de expressividade é a cor e a forma, é capaz de expressar sentimentos e expressões sem relacioná-los a signos. 

Jornada 1983/84
Manabu Mabe é um nome de projeção internacional, sua obra combina cores vivas, linhas e pinceladas rápidas. Seus trabalhos têm um riquíssimo jogo de composições, unidade e harmonia. Juntos esses elementos formam uma composição agressiva e intensa.

Após pensar muito sobre uma definição para tentar descrever Mabe, cheguei a uma conclusão: suas obras não têm a pretensão de ser. 
O mais intrigante é que Manabu me causa um conforto visual imenso e uma alegria interior, não aquela alegria do riso frouxo, da gargalhada, mas o sorriso da alma. Tenho a enorme satisfação de ter um Manabu em meu escritório e é inegável o poder que essa obra exerce sobre mim.
Os dois Manabus de Narcisa

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