sexta-feira, 7 de novembro de 2014

IMÓVEIS DE PRAIA EXIGE MANUTENÇÃO

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Construções dão sinais de que necessitam de recuperação estrutural. Rachaduras, trincas e fragmentação do concreto superficial são alguns dos indícios
 
 
Imóveis de litoral necessitam constantemente de manutenções. Os sinais dessa necessidade são diversos. Rachaduras, trincas, fragmentação do concreto superficial, umidade e recalque da estrutura são alguns dos indícios de que é necessário uma reforma. Os motivos que levam aos problemas podem ser de ordem natural, como chuvas ácidas, maresia e vapores. Falhas de execução, detalhamento ou especificações de projetos também são prejudiciais.

Para reparar os problemas, segundo o engenheiro civil e sócio proprietário da Fibonacci Construções, Carlos Tadeu Forville, é necessário fazer um estudo em função do tamanho, uso, local e tipo de agressão: “É importante também levantar todos os custos para saber o preço da recuperação e poder analisar a viabilidade econômica”, comenta. 
 

Segundo ele, no passado, em função do pouco conhecimento sobre o comportamento estrutural, as soluções se limitavam à adição de novos elementos, apoios e ao acréscimo às seções estruturais para reforçar o existente, o que não acontece na atualidade: “Com o conhecimento mais apurado do comportamento das estruturas, mais o aprimoramento das técnicas de reforço e o desenvolvimento de novos materiais, podemos hoje, apesar da grande variedade de solicitações às quais as edificações estão sujeitas, afirmar que existem soluções e materiais específicos para cada situação, como concretos prontos tipo graute epóxi e cimentício, argamassas especiais de alta resistência, pontes de ligação (adesivo estrutural), prime para proteção de armaduras, aditivos líquidos para inibir corrosão, aditivo estrutural a base de epóxi para impregnação e colagem de tecidos de fibra de carbono e laminas de fibra de carbono que são coladas às estruturas”, explica. 
 
 
De acordo com Forville, devido ao crescimento da população e a consequente necessidade de moradias houve na década de 70 e 80 um aumento de construções: “Muitas dessas construções não atenderam necessidades, peculiaridade, solicitações de esforços e normas, tendo em vista o local e a norma brasileira que impõe cuidados que vão desde o projeto até a execução. E, em função disso, as obras construídas no litoral estão em maior risco devido a maresia ou ressalga”, afirma. 
 
 
Os principais responsáveis por esses danos são íons de cloreto, mais precisamente de sódio, características comuns da maresia, que segundo o engenheiro atacam as armaduras, comprometendo a integridade estrutural. “Isto acontece, muitas vezes, porque o imóvel fica exposto a este ataque, por falta de proteção devido a má execução, falha de projeto e/ou falta de manutenção”.
 

 

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