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terça-feira, 29 de julho de 2025

Knoll: A fusão entre design moderno e a funcionalidade

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    Fundada em 1938 por Hans Knoll, um jovem empresário alemão radicado nos Estados Unidos, a Knoll nasceu com a missão de levar ao público americano o melhor do design europeu modernista. No início, a marca produzia móveis inspirados nos ideais da Bauhaus, com linhas limpas, materiais inovadores e foco absoluto na funcionalidade.


    O verdadeiro ponto de virada para a Knoll veio em 1943, quando Florence Schust Knoll entrou para a empresa. Arquiteta e designer formada por mestres como Mies van der Rohe, Eliel Saarinen e Walter Gropius, Florence não apenas trouxe talento criativo, mas também uma visão estratégica e integrada de design. Ela introduziu o conceito de “Total Design”, no qual móveis, interiores, tecidos e iluminação se harmonizam como parte de um todo arquitetônico.

    Graças a Florence, a Knoll consolidou-se como referência mundial no design moderno e tornou-se parceira de alguns dos maiores nomes do século XX.

Mestres eternizados pela Knoll

    Ao longo das décadas, a marca produziu e continua a reproduzir peças icônicas de designers lendários, entre eles:

  • Ludwig Mies van der Rohe – Barcelona Chair e Brno Chair

  • Eero Saarinen – Mesa Tulip e Womb Chair

  • Harry Bertoia – Cadeiras e poltronas Bertoia

  • Marcel Breuer – Wassily Chair

  • Florence Knoll – Sofás e mesas com assinatura minimalista


    Projeto do mestre Joseph Dirand e os moveis são todos Knoll - Meu lugar preferido em Paris, restaurante Girafe com uma vista deslumbrante para a torre.

        A Knoll não é apenas uma fabricante de móveis: é guardiã de um legado, responsável por manter viva a essência do design moderno. Cada peça é mais do que um objeto; é um capítulo da história do design que continua a inspirar arquitetos, decoradores e amantes de mobiliário em todo o mundo.


    Para explorar o universo Knoll, acesse. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

ROOM NEXT DOOR | PAOLA LENTI

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Semana passada fui assistir Room Next Door, novo filme do Almodóvar com Tilda Swinton e Julianne Moore. Gostei, mas na média. É um filme que provoca reflexões, como sempre acontece com o diretor, mas não me cativou completamente.



O que realmente chamou minha atenção, além das cores vibrantes características do Almodóvar, foi a daybed Paola Lenti. Um móvel tão marcante e elegante que parecia um personagem à parte. Em cenas carregadas de emoção, lá estava ela, sutil mas impossível de ignorar, roubando olhares e quase ofuscando o elenco.


Se vale a pena assistir? Sim, pela experiência visual e pela reflexão. Mas confesso: saí pensando mais na decoração do que na história.


sábado, 14 de setembro de 2024

O NASCIMENTO DA CHIARA

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Projetada pelo mestre italiano Mario Bellini em 1969, a genialidade da Chiara, assim como na Paulistano, Girafa e tantos outros ícones do design moderno é a simplicidade construtiva: apenas uma folha de aço inoxidável polido e enrolado a formar um Cilindro. Uma simplicidade fascinante como um origami. O interior está a fonte luminosa que reflete na parte superior onde lembra uma corneta, touca muito usada no começo do século por freira da ordem Filhas da Caridade.


Hoje a Chiara é editada pela Flos. Apesar de terem se passado 55 anos a peça sofreu pequenas interferências projetuais, talvez a mais importante delas foi a atualização para uma fonte de LED.



Em Outubro de 2020, Bellini cedeu uma entrevista para o C41 onde conta sobre o nascimento da Chiara, como era colaborar com as marcas há 50 anos e como o designer vê alguns pontos sobre a cultura italiana de se fazer objetos atualmente. Traduzo aqui uma parte da entrevista:




CR1_ Vamos falar sobre Chiara, como surgiu a luminária?

Bellini_ Eu estava em meu estúdio um dia e pensei que seria interessante criar um instrumento que usasse a maneira como a luz penetra indiretamente em nosso ambiente, geralmente através de nuvens ou refletindo em objetos, como paredes e superfícies. Então, em vez de projetar uma luminária "normal", eu disse a mim mesmo: "Vamos projetar um dispositivo que possa pegar uma fonte de luz artificial e refleti-la de volta no ambiente ao nosso redor com inteligência e graça". Essa foi a parte fácil do processo, a melhor e mais complicada parte estava por vir. O que fazer nessas situações? Em algum lugar, ainda tenho uma foto minha usando um daqueles longos jalecos brancos para brincar no estúdio - um estúdio como o meu, onde colamos, construímos, cortamos e tudo mais. Lembro-me de pegar uma tesoura e um grande pedaço de papelão e começar a cortar. Eu queria que o cartão tivesse formato de cilindro, mas com um chapéu mais largo no topo que refletisse a fonte de luz, posicionado na base. E Chiara nasceu.


C41_O nome Chiara na verdade se refere a outra coisa, não é?

Bellini_ Sendo um entusiasta de etimologia, decidi usar um jogo de palavras e chamar minha luminária de Chiara. Tem um significado ambivalente: Chiara é um nome, mas a palavra também significa claro ou brilhante, e é comumente usada em nosso vocabulário ("tornar algo claro", "falar claramente", etc.).

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

MODERNO | VLADIMIR KAGAN

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O designer de móveis de origem alemã Vladimir Kagan foi amado por suas criações do midcentury-modern, tanto seus trabalhos curvos quanto os modulares. Depois de se mudar para os Estados Unidos ainda criança, em 1938, ele aprendeu a fazer móveis trabalhando com o pai mestre do marceneiro. 






Em 1948, Kagan abriu uma loja em Nova York, e seu trabalho rapidamente se tornou incrivelmente popular - uma série de estrelas, incluindo Marilyn Monroe e Andy Warhol, eram seus clientes. Seu mobiliário não é apenas colecionado em particular, mas também aparece nas coleções permanentes de instituições como o Museu Victoria e Albert em Londres e o Vitra Design Museum na Alemanha.