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quarta-feira, 11 de setembro de 2024

OI SUMIDO!

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Olá gente linda! sentiram saudades minha? Por que eu morri de saudades de vocês. 


Quando o blog nasceu, lá nos final de 2013, o meu intuito era compartilhar as minhas pesquisas e consequentemente dividir o estilo Curitibano que nesta altura tanto me fascinava.

Foram quatro anos de muitas descobertas e assim a página foi crescendo. Cresceu e floresceu, através do blog conheci pessoas interessantíssimas, aprendi sobre design, viajei e participei  de eventos enriquecedores, os melhores levavam sempre a assinatura do meu querido Marcus Contin. 

Em 2013 Inauguração da Loja Trousseau no shopping Patio Batel 

Evento Casa Vogue em Curitiba - Arthur, Sandra e eu.

Algum tempo depois perdi umas das pessoas que mais amava neste mundo, meu pai, foi então que desenvolvi um quadro de estrema tristeza. Pedi colo para minha mãe. Me mudei para o interior de São Paulo e recomecei. Neste período trabalhava como vendedor numa loja de móveis popular. Já não bastasse a dor da separação física entre mim e meu amado pai, agora tinha que lidar com a dor estética da minha nova área de atuação. Passado este período de inverno em minha vida, rumo a São Paulo, desta vez contratado por uma das marcas de luxo brasileiras mais exclusivas. Foi uma experiência emocionante e aproveitei cada segundo para absorver o máximo de conhecimento deste novo universo. 

Quatro anos separa o último post até agora e muitas coisas aconteceram em minha vida, talvez a maior delas é que me mudei para Europa e atualmente trabalho com a marca mais desejada: Minotti. 

A primeira vez que estive em Milão à treinamento foi um sonho realizado. Conheci o headquarter da marca e absorvi o DNA Minotti como um pobre miserável sedento por água no deserto. O ponto alto da minha realização foi almoçar com a família Minotti, mas não foi um simples almoço. Tudo na Minotti é superlativo, grandioso e impecável; A mesa de dimensões palacianas e rigorosamente arrumada parecia estar preparada para receber chefes de estados. Fomos servidos por lindos garçons sincronizados. A cada prato servido foi uma emoção diferente; A louça, Ginori, fazia uma linda base para pratos elaborados. Eu estava faminto mas não me  refiro à comida. 

Fábrica da Minotti próximo ao Lago Como
Fazer parte do time da Minotti sempre foi um sonho para mim
Eu, junto com uma comitiva de 8 decoradores fomos conhecer os lançamento 2024 da Minotti
Uma das coisas que mais gosto na Minotti é a mistura nada óbvia de texturas e cores
A coleção de outdoor 2024 da Minotti é surpreendente
A engenharia aplicada no mobiliario de outdoor é impressionante, em muitos momentos pensei que tivessem usado tecidos de indoor para o outdoor.. de tão macios e delicados que são. 
A Minotti não tem iluminação, por isso todas as peças que ambientam as lojas mundo a fora segue uma orientação precisa de marcas e modelos. O repertório é tão plural que em alguns momentos a iluminação rouba a cena. 
Em algum post futuro explicarei com riqueza de detalhes como foi a minha experiência de conhecer a fábrica da Minotti e aprender com os melhores sobre o estilo italiano. 

Dentro da fábrica da Minotti ao redor de Milão existem um grande showroom onde são  fotografado as campanhas, atender os clientes mais exclusivos e receber equipe de vendas para treinamentos de toda a parte do mundo. 
Sempre na vanguarda do design, nesta temporada a Minotti apresentou um mobiliario com forte influencia nos anos 70, na imagem uma das minhas peças preferidas a poltrona do Supermoon.


Estou a menos de seis meses nesta nova etapa em minha vida, tudo é tão lindo e interessante que senti florescer o desejo de compartilhar novamente as minhas descobertas por aqui. Possivelmente não conseguirei me dedicar a tantos posts como fazia na época do Paraná mas prometo compartilhar peças e marcas que possam contribuir com o repertório de vocês. 


O ChezMoi voltou e dedico este post em memória a minha doce amiga Gislaine Tourinho que sempre viu potencial e acreditou em mim mesmo quando nem eu conseguia me enxergar.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

POR DENTRO DA FÁBRICA DA MEKAL | POR MÁRCIA CARINI

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

VISITA À FABRICA DA ROMANZZA | MARCENARIA

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Continuando a série de posts sobre a minha visita as fábricas da Romanzza no Rio Grande do Sul, hoje falo sobre o setor de marcenaria da marca. Para rever o ultimo post acesse aqui.



A fábrica de marcenaria da Romanzza fica em Flores da Cunha, região moveleira no Rio Grande do Sul. Com mais de 26 anos de experiência no mercado, a empresa que atua em estofados e marcenaria, tem no móvel planejado o carro chefe da marca. 



Ao longo dos tempos a Romanzza aprendeu a se reposicionar no mercado e ultimamente tem investido em maquinários de ponta e em mobiliários de design contemporâneo para atender a uma parcela da população cada vez mais exigente. E você já percebe a seriedade da empresa logo na entrada, a organização das etapas de produção e a limpeza do chão de fábrica é impressionante.




A maior parte do processo é feito por maquinários, a precisão computadorizada diminui as percas de peças e desperdício de matéria prima. Alias desperdício é uma palavra que definitivamente não existe no dicionário Romanzza, todas as sobras são reaproveitadas, quando não é mais possível, é revertida em outros setores da empresa.






Uma máquina que achei fantástica foi esta que faz uma mapeamento do projeto e reorganiza todos os cortes de modo a otimizar as sobras. Além disso ela etiqueta peça por peça facilitando no processo de montagem. Estas etiquetas tem um código de barras que mais tarde um funcionário consegue acompanhar as dimensões da peça, o lote, o controle da qualidade e o prazo de expedição.



Parte do estoque da Romanzza, MDF Masisa




As esteiras rolantes estão presentes em toda a fase da produção, elas facilitam o transporte das peças sem correr o risco de danificá-las.


Após todo ciclo de produção, as peças passam por uma limpeza manual e por uma seleção de qualidade, as reprovadas voltam para a produção e as outras segue para expedição. Separei a foto a cima para mostrar uma peça reprovada, e dei um zoom para mostrar o detalhe, uma micro marquinha. Esta tomada de decisão faz com que a Romanzza figura entre a lista das melhores empresa do pós-venda e com garantida de qualidade registrada em cartório (!)




Em seguida  as peças ganham cantoneiras de um material que lembra o poliuretano, são embaladas em plástico bolha e encaixotado uma a uma em caixas de papelão.



A Romanzza definitivamente me conquistou!

www.romanzza.com.br

VISITA À FABRICA DA ROMANZZA | ESTOFADOS

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A fábrica da Romanzza é dividida em três setores, o de estofaria e tecidos; a marcenaria e o de vidros e alumínios. A primeira fábrica que visitamos foi a de estofados que aos contrário das outras duas, não fica em Flores da Cunha, mas na região de Bento Gonçalves. 
Logo na nossa chegada fomos recebido por um funcionário muito simpático que nos mostrou todas as etapas da produção. 


Apesar da Romanzza ser uma empresa atuante em todo o mercado nacional, a estofaria não é o carro chefe da marca, mesmo assim conseguem atender uma linha razoável de cabeceiras, cadeiras, poltronas e sofás. Todos os produtos de estofaria é feito sob encomenda e não há peças a pronta entrega.



Toda a estrutura dos sofás são feitos em eucalipto praiano, que passam por um processo de secagem e seleção. As peças com nó são reprovadas  e reaproveitadas em outros setores da empresa. 




A experiência ao longo de quase três décadas de trabalho deu suporte para a Romanzza desenvolver peças e detalhes construtivos de só quem aprendeu muito com os erros e acertos podem pensar em solução tão minuciosas e assertivas - como é o caso destas presilhas de plástico, sacada criativa que foi desenvolvida pela empresa para firmar a peça e não deixar que com o tempo a ferragem desgaste a espuma do sofá.




As percintas usadas na fabricação dos estofados são italianas. A preta, mais resistente, serve para sustentação do acento e a verde para o encosto. Outra peça que também é importada da Itália são os grampos inoxidáveis.


As espumas passam por uma máquina que quebra a estrutura de cada peça, isso é importante por que a espuma fica mais macia porem não perde a qualidade.




Todas as etapas da produção são muito bem organizadas e limpas isso reflete na qualidade dos produtos e na otimização dos prazos e entrega.
Outro fator que me chamou atenção foi o cuidado com a embalagem para o despacho, com o tempo perceberam a necessidade em usar embalagens bem pensadas, para não correr riscos de marcar as peças no processo da entrega. Hoje as peças são envoltas com plástico bolha, depois uma malha com fibra de tecido e cantoneiras de papelão, desta forma não há risco de estragar a peça por mau manuseio.



Pés de sofá produzido pela fábrica da Romanzza Aluminio em Flores da Cunha, falarei dela no 3º texto da série.




Detalhe da cabeceira com tomada e  interruptor embutido no estofado, achei genial!



A decoradora Mônica Becker amou este modelo de cabeceira.



Numa sala anexa à fabrica ficam aproximadamente seis costureiras que dão o acabamento final das peças. Tudo tem um toque do feito a mão e isto imprimi uma qualidade toda especial em cada peça.




Dizem que a primeira impressão é a que fica, e a minha foi a das melhores. Achei uma fábrica bem pensada, com poucos funcionários porém eficiente em qualidade, entrega e durabilidade do produto. A vida útil de cada sofá é de no mínimo 15 anos, numa época em que vivemos onde tudo é descartável, só por isso já ganhou vários pontos no meu conceito!